"É bela assim! Desprende a clâmide. Revolta, Ondeante, a cabeleira, aos níveos ombro solta, Cobre-lhe os seios nus e a curva dos quadris, Num louco turbilhão de áureos fios sutis. Que fogo em seu olhar! Vê-lo a seus pés [prostrada
A Alma ter suplicante, em lágrimas banhada, Em desejos acesa! Olhar divino! Olhar Que encadeia e domina, e arrasta ao seu altar Os que morrem por ela, e ao céu pedem mais [vida,
Para tê-la por ela inda uma vez perdida! "
Olavo Bilac